Kobolds no folclore germânico: espíritos domésticos
Antes de se tornarem os pequenos humanoides reptilianos de Dungeons & Dragons, os kobolds eram espíritos do folclore germânico associados às casas, minas e embarcações. O próprio termo kobold é um nome genérico para um espírito doméstico (ou um hausgeist). Esses espíritos podem ser travessos, mas também costumam ajudar com as tarefas da casa, lavando a louça, fazendo pequenos reparos ou outros serviços, principalmente quando são bem tratados ou em troca de oferendas. Por outro lado, quando se sentem desrespeitados, são propensos a se vingar cruelmente e causar grandes estragos.
As lendas sobre vinganças de espíritos domésticos são muito antigas. Uma específica sobre um hütchen (explico mais à frente) tem origens que remontam a 1130 da Era Comum, com registros por volta de 1500 e depois recontada pelos Irmãos Grimm na publicação Deutsche Sagen (“Lendas Alemãs”, impressa em dois volumes entre os anos de 1816 e 1818), uma coletânea de 579 resumos de mitos e contos folclóricos da região. De acordo com a história nº 74 de Deutsche Sagen, este hütchen habitava e assombrava o castelo do Bispo de Hildesheim e se vingou de um ajudante da cozinha.

Hödekin, um hütchen que cobria o rosto com um pequeno chapéu de feltro, viveu com o Bispo de Hildeshein no século XII e certa vez o acordou para alertá-lo de uma tentativa de assassinato. Era um bom companheiro no castelo, e costumava ajudar com as tarefas da cozinha e com pequenos serviços de manutenção. Um dia, um cozinheiro do castelo cometeu o erro de zombar de Hödekin e jogar sujeira nele. Hödekin reclamou, mas foi ignorado e resolveu tomar providências. Foi até a cozinha, invisível, estrangulou o jovem cozinheiro, cortou o corpo em pedaços e os colocou para cozinhar no caldeirão.
Outra história similar, registrada pelo historiador Thomas Kantzow em 1542, conta que, em 1327, um hütchen que morava no Castelo de Mecklenburg também cortou um ajudante de cozinha em pedacinhos depois que o jovem bebeu o leite que fora deixado como oferenda para o espírito.
O conto nº 75 de Deutsche Sagen fala sobre um Heinzelmann, um espírito doméstico metamorfo que fazia as tarefas da cozinha, normalmente mantendo-se invisível. Quando o lorde do Castelo Hudemülen fugiu para Hanover, o espírito se transformou em uma pena e seguiu a carruagem. Posteriormente, ele ainda assumiu a forma de uma marta e de uma serpente quando tentaram expulsá-lo.
Uma outra história, ainda, fala sobre um kobold com nome, Rei Goldemar, que vivia no castelo de um nobre e que tinha uma relação bastante próxima com ele.
Outro célebre espírito doméstico foi o kobold conhecido como Rei Goldemar (chamado de Vollmar em algumas versões), que vivia em grande intimidade com Neveling von Hardenberg, no castelo de Hardesntein, às margens do rio Ruhr, frequentemente dividindo a mesma cama com ele. Goldemar tocava harpa com grande habilidade e tinha o hábito de apostar grandes fortunas em jogos de dados. Chamava Neveling de cunhado e o aconselhava sobre diversos assuntos. Conversava com as mais diversas pessoas e costumava constranger os membros do clero ao demonstrar que conhecia seus segredos e transgressões. Tinha as mãos finas como as de um sapo, frias e macias ao toque. Ele permitia que outras pessoas o tocassem, mas ninguém conseguia vê-lo, pois mantinha-se sempre invisível. Depois de habitar o castelo por três anos, foi embora sem avisar ninguém.
Goldemar exigia um lugar à mesa para si e uma baia no estábulo para seu cavalo. A comida, o feno e a aveia eram consumidos, mas ninguém nunca viu nem homem, nem cavalo. O máximo que se via eram sombras. Certa vez, um ajudante de cozinha curioso espalhou cinzas e grãos pelo chão, para fazer com que as pegadas de Rei Goldemar fossem reveladas, mas o kobold surpreendeu a pessoa por trás enquanto ela acendia o fogo e cortou-a em pedaços, que colocou num espeto e assou. Depois, colocou a cabeça e as pernas para cozinhar num caldeirão sobre o fogo. Assim que toda a carne ficou pronta, a refeição foi levada para seus aposentos, e ouviram-se gritos de alegria enquanto ela era consumida. Depois desse acontecimento, não restou vestígio algum do kobold no castelo, além de uma inscrição acima da entrada de seus aposentos, que dizia “A casa Hardenberg será tão desafortunada quanto foi afortunada até este dia, e suas posses dispersas não serão reunidas novamente até o dia em que três herdeiros vivos da família estejam em Hardenstein ao mesmo tempo.” O espeto e a carne assada foram preservados por muito tempo, mas desapareceram durante a Guerra da Lorena, em 1651. A panela ainda permanece embutida na parede da cozinha.
Em outras histórias, kobolds começam a se manifestar em uma casa como ruídos, depois como sussurros vindos de uma fonte invisível. Passam a realizar as tarefas domésticas com o tempo, fazendo sua presença mais perceptível, e começando a demonstrar sua personalidade. Se os moradores demonstrarem respeito e servirem pequenas oferendas como leite e alimentos, terão seus serviços, lealdade e amizade por muito tempo. Como muitos outros seres considerados espíritos domésticos, os kobolds vivem perto dos humanos e até realizam esses pequenos serviços e favores, mas não são simples servos. No entanto, se os humanos da casa os insultarem, mesmo que inadvertidamente, terão que lidar com seu temperamento vingativo. Nem todos os kobolds ofendidos se vingam violentamente, como Hödekin e Rei Goldemar. Alguns se dão por satisfeitos ao esconder ferramentas, sumir com os talheres, estragar a comida armazenada na casa e causar outros incômodos de variadas intensidades.
Muitas famílias abandonam suas casas e se mudam para longe, apenas para descobrir que o kobold que tentaram deixar para trás foi com eles escondido em alguma peça de mobília. As histórias mostram que eles podem ser muito difíceis de se erradicar, mas que muitas vezes vão embora quando recebem uma peça de roupa como presente.
Variações do kobold folclórico: nomes e formas
Da mesma forma que inúmeras outras criaturas folclóricas, kobolds recebem diversos nomes e tem muitas variações. Para facilitar a leitura, vamos apresentar essas variações em forma de lista:
- O hütchen (ou hodeken) recebe seu nome por causa de seu característico chapeuzinho vermelho e pontudo que cobre todo seu rosto;
- Existe também o niss (conhecido como nisse na Noruega) ou puk, no norte da Alemanha que, junto do drak (um nome relacionado a dragões) aparecem como espíritos ligados a labaredas que parecem ter rostos e que enriquecem o dono da casa ao trazerem para ele riquezas roubadas (lembrando o hábito de juntar riquezas dos dragões);
- Um espírito doméstico chamado Heinzelmann é um metamorfo que assume formas de animais, penas e folhas. O termo parece ter relação com seu hábito de assumir a forma de gatos, já que Heinze é um nome comumente dado a esses animais;
- Os gütel (termo diminutivo de “gott” ou “deus”, colocando-os como pequenas divindades dos lares) são espíritos domésticos de natureza bondosa e amigável, com apreço pelas crianças e animais, que ajudam a cuidar da casa e dos estábulos. Gostam de embalar os berços de crianças pequenas e cantar para ajudá-las a dormir;
- No norte da Baviera existem os schrat, espíritos categorizados tanto quanto domésticos quanto como ligados à madeira, como exemplos de variações regionais;
- Os kobolds por vezes também são associados aos demônios das minas, chamados kobel ou Bergmännlein/Bergmännchen, também relacionados aos elementais da terra conhecidos como gnomos;
- Por último estão os Klabautermann, encontrados a bordo de embarcações e também tidos como kobolds.
Normalmente, nessas histórias mais antigas, não existe uma distinção clara entre kobolds e espíritos da natureza.
Conta-se que a verdadeira forma de um kobold é a de uma criança pequena, algo que muitas vezes pode ser confirmado ao tocá-lo. No entanto, às vezes essas criaturas assumem a forma de crianças mortas para assustar pessoas que estejam muito ansiosas para ver suas formas verdadeiras. Algumas variações folclóricas afirmam que os kobolds são almas de crianças que morreram sem ser batizadas. Os dois volumes de Deutsche Sagen apoiam a versão de que kobolds aparecem como crianças vestidas com roupas de peles, mas Jacob Grimm contradiz essa afirmação no livro Deutsche Mythologie ao descrever kobolds com cabelos e barbas ruivas. Publicações posteriores trazem descrições de Klabautermann como seres ruivos de barbas brancas.
Kobolds em alto-mar
Segundo as lendas, um Klabautermann revela-se apenas se o navio estiver condenado a naufragar. Poucos que o avistaram sobreviveram para contar a história, pois a mera visão de uma dessas criaturas é um mau presságio. Quando aparecem para os humanos, no entanto, geralmente surgem como um pequeno ser de aparência humanoide, com cerca de sessenta centímetros de altura, dentes esverdeados, cabelos ruivos desgrenhados, barba branca e comprida, usando um gorro de marinheiro, um casaco grosso vermelho ou cinza, calças justas e amarelas e botas grossas. Outros relatos sugerem que essas criaturas andam completamente nuas pela embarcação, ou que assumem a aparência do carpinteiro do navio.
Dizem que o Klabautermann está ligado à madeira do navio em que habita, entrando na embarcação ainda durante sua construção. A crença era de que, se uma criança natimorta ou não batizada fosse enterrada sob uma árvore, sua alma passaria a habitar o tronco dessa árvore. Posteriormente, se a árvore fosse derrubada e sua madeira usada na construção de um navio, essa alma se transformaria nessa variedade de kobold.

A presença do kobold na embarcação, por si só, não é um mau agouro. Conta-se que um Klabautermann pode ser bastante útil em um navio, protegendo a tripulação contra doenças, focos de incêndio e até mesmo contra ataques de piratas. Histórias folclóricas dizem que ele fica escondido junto com a âncora, e que quando o navio sofre avarias ou é atingido por uma tempestade repentina, é ele que ajuda com pequenos reparos e vedações no casco até que um carpinteiro chegue ao local. Também se diz que ele ajuda durante a noite, consertando objetos que foram avariados ou quebrados durante o dia. Por esse motivo, também recebe o nome de Klütermann, que pode ser traduzido como “marceneiro” ou “reparador”.
Caso os marinheiros e tripulantes sejam descuidados com a manutenção do navio ou de seus equipamentos, o kobold demonstra sua insatisfação com esse comportamento emaranhando cordas, pregando peças ou então fazendo barulho durante a noite arremessando lenha, batendo no casco ou agredindo a tripulação com tapas.
O Klabautermann mantém-se sempre invisível, por isso os marinheiros mais supersticiosos do século XIX exigiam que todos demonstrassem respeito pela criatura. Há relatos de capitães que foram jogados ao mar por seus subordinados por negar a existência do kobold ou por ridicularizar a crença dos marinheiros. Também há relatos de capitães que reservavam espaços em suas próprias cabines para esses espíritos, e lhe ofereciam parte da melhor comida e da melhor bebida disponíveis na embarcação. A crença geral era de que o Klabautermann ajudava a manter o navio sempre em condições de navegar e, quando isso não fosse possível, ele só abandonaria a embarcação quando o naufrágio fosse inevitável. Em momentos como esse, o kobold podia ser ouvido subindo e descendo ruidosamente as escadarias da embarcação, chacoalhando as cordas ou o que estivesse sendo carregado no porão. Ele então deixava de ser invisível, revelando sua forma física e saltando na água, indicando a todos que era hora de abandonar o navio.
Com o tempo, as histórias sobre os kobolds dos navios foram se tornando mais sombrias e sinistras. Como a vida em alto-mar é bastante monótona, criaturas reais ou míticas acabam se tornando fontes de histórias mais e mais macabras, conforme lhe são atribuídas a responsabilidade sobre os mais variados infortúnios a bordo.
Kobolds das minas e do subterrâneo
No subterrâneo, esses espíritos têm feições mais duras. Enquanto os kobolds domésticos podem ter aparências mais acolhedoras, os habitantes de túneis de mineração são curvados, corcundas e feios, e seu relacionamento com os mineradores com quem dividiam a escuridão é mais perigoso. O som de uma batida na rocha poderia ser o sinal de um kobold guiando um homem até um veio rico em minérios ou um aviso de que um teto está prestes a desmoronar, e parte da habilidade do minerador é saber discernir qual é qual.
Cobalto é venenoso? A culpa é dos Kobolds!
Quando o trabalho de prospecção de minério nas minas acabava em um veio inútil ou venenoso, a culpa era dos kobolds. Mineradores alemães amaldiçoaram um determinado minério prateado que não produzia nada de bom e que deixava as pessoas que mexiam com ele doentes, e deram ao metal o nome do próprio espírito. Esse metal é o cobalto, e seu nome carrega o rancor contra o kobold até a tabela periódica.
Kobolds em Dungeons & Dragons
De acordo com a quinta edição de Dungeons & Dragons, Kobolds são pequenas criaturas humanoides agressivas e discriminadas, mas muito dedicadas e trabalhadoras, conhecidas por sua habilidade em construir armadilhas, planejar emboscadas e realizar trabalhos de mineração. São ressentidos de sua baixa estatura e detestam quando indivíduos de outras raças zombam dessa característica. Muitos tentam compensar a falta de altura com humor ácido ou uma atitude mais agressiva. Eles tendem a desgostar de criaturas maiores, e embora saibam demonstrar respeito e obediência quando necessário, sempre procuram formas de expressar sua insatisfação.
Nas primeiras edições de D&D, entre 1974 e 1977, os kobolds passaram a ter uma aparência que alternava entre humanoides baixos de orelhas pontudas e algo como um cachorro magro bípede e com pequenos chifres. Mesmo seu idioma era descrito como similar ao latido de pequenos cães. Nessas versões iniciais, viviam em lugares subterrâneos escuros, com alta umidade, ou em florestas densas e sombrias. Também podiam ser encontrados em regiões de minas, justamente por serem mineradores competentes e gostarem de fixar moradia em túneis do tipo. Em Advanced Dungeons & Dragons (AD&D), de 1977, foram representados como humanoides pequenos, fracos e sem pelos, com 60 centímetros de altura e às vezes com minúsculos chifres na cabeça. No Manual dos Monstros de AD&D 2ª Edição, eles adquirem uma aparência similar a mistura de um cachorro com um rato, numa estrutura humanoide de baixa estatura e bastante esguia. Também nesse livro é dito que as comunidades de kobolds costumam ter entre 40 e 400 indivíduos, divididos em famílias ou clãs. Imagine entrar numa masmorra tomada por 400 dessas criaturinhas!
Desde a terceira edição de D&D, Kobolds são considerados como parentes distantes dos dragões, e muitas vezes podem ser encontrados a serviço dessas grandes feras. Também passaram a compartilhar algumas características físicas de seus ancestrais dracônicos, como os traços reptilianos e o corpo revestido de escamas. Na 4ª edição, apesar de manterem a baixa estatura e os traços reptilianos, passaram a ser representados com aparências mais robustas do que até então, reforçando o parentesco com seus ancestrais.

Na linha de baixo: D&D 3.0 (2000), D&D 4E (2008) e D&D 5E (2014).
Desde a quinta edição de D&D, publicada em 2014, são descritos como pequenos humanoides reptilianos, com altura entre 60 e 75 cm e peso entre 16 e 20 kg, com pele escamosa de cores variadas e olhos que ficam entre o laranja e o vermelho. Possuem dedos terminados em garras compridas, bocas com dentes similares aos de crocodilos, pequenos chifres brancos ou alaranjados no alto de suas cabeças e caudas finas como as de ratos. Geralmente têm cheiro de água estagnada ou de cachorro molhado, e normalmente se vestem com trapos vermelhos ou alaranjados.
Kobolds do Mestre Tucker: transformando criaturas fracas em ameaças
Quem joga D&D há bastante tempo ou já teve a experiência de narrar para um grupo de nível mais alto, sabe que pode ser bem complicado criar a sensação de desafio para os jogadores. Um único monstro muito poderoso sempre é vulnerável ao “montinho” que os personagens provavelmente farão sobre ele (e isso acontece em basicamente todas as edições, não sendo um problema exclusivo da economia de ações das edições mais recentes). Os PJs simplesmente vão focar no alvo único e usar todas suas habilidades mais poderosas até o monstrão cair morto. Não importa se é um beholder, um dragão ou o próprio tarrasque, o bichão vai derreter perante os ataques mais poderosos de um grupo de jogadores.
Alternativamente, um mestre mais preocupado em equilibrar as chances dos seus monstros pode acabar colocando uma grande quantidade de lacaios do chefão no combate para atrapalhar a movimentação dos personagens e ter mais chance de causar dano. Mas e quando você está nesse papel e sente a vontade de ser muito maligno? Esse foi o tema do editorial da edição nº127 da Dragon Magazine (publicada em novembro de 1987), onde foi feito um relato de uma aventura narrada por um mestre de D&D chamado Tucker sobre a experiência de um grupo de nível alto numa masmorra em que o primeiro andar estava repleto de… kobolds. O mesmo tipo de inimigo que aqueles personagens já tinham enfrentado no nível 1, com cerca de 1 a 4 pontos de vida. Só que esses tinham se formado na Escolinha de Maldades do Professor Sauron. Por habitar aquela masmorra há muito tempo, os kobolds tinham escavado uma grande rede de túneis secretos, que permitia que se locomovessem rapidamente de um canto a outro sem serem seguidos. Estavam acostumados a emboscar invasores nos corredores estreitos e compridos, e usavam pequenas frestas nas paredes para disparar virotes de besta sem ficarem expostos aos ataques dos personagens jogadores.
Enquanto esse grupo de personagens de nível alto tentava alcançar os níveis inferiores para lidar com monstros menos terríveis, como demônios flamejantes, os kobolds do Mestre Tucker fizeram chover o inferno sobre eles, com virotes, azagaias, armadilhas e jarros de óleo incandescente arremessados sobre os aventureiros.
Desde esse relato, D&D passou a incorporar a afinidade dos kobolds pelo uso de armadilhas e táticas de emboscada nas descrições dessas criaturas, e diversos outros mestres entenderam que é possível aumentar a dificuldade de uma cena ao usar monstros com esperteza e crueldade, sem necessariamente transformar a experiência de combate numa corrida louca por poder no maior estilo de Dragon Ball Z.
Kobolds of Karnath Canyon
Enquanto fazia a pesquisa para este texto, me deparei com uma aventura de RPG em que a proposta é fazer os jogadores assumirem o papel de kobolds e, juntos, enfrentarem ameaças muito além de sua estatura diminuta.
A aventura segue uma estrutura bem popular em videogames, que é conhecida como boss rush, em que o grupo de kobolds jogadores deve matar meia dúzia dos aventureiros mais poderosos e incríveis dos reinos, cada um com suas personalidades, características e poderes únicos.
Kobolds of Karnath Canyon foi escrito por Z. Z. Walker, serve para qualquer sistema e está disponível gratuitamente aqui neste link!
Kobolds do outro lado do mundo
Kobolds aparecem na famosa animação Records of Lodoss War e são baseados na versão de AD&D 2ª Edição, sendo representados como humanoides com feições de cachorro.

Também encontramos kobolds no MMORPG sul-coreano Ragnarok Online, onde são representados como pequenos lobinhos humanoides com armas de aparência nórdica.

Nos jogos Final Fantasy XI e Final Fantasy XIV, dois MMORPGs japoneses da linha principal da série, temos chefes recorrentes com o nome King Goldemar. Muito específico para não ser, no mínimo, levemente inspirado.

Em One Piece, em determinado ponto da série (e serei vago justamente para não dar spoilers), temos a aparição de um Klabautermann. No anime, o Klabautermann é basicamente uma criança fantasmagórica usando capa de chuva, que surge em navios que são bem cuidados por sua tripulação. Quanto melhor a tripulação cuida do navio, mais o Klabautermann cuida dela. Ele pode reparar danos e, com o tempo, passa a poder se comunicar telepaticamente com os tripulantes e até comandar a embarcação com segurança sem ninguém tomando conta das velas ou da roda do leme.

Referências (Com um grande agradecimento ao Google Tradutor para as fontes em alemão)
GRIMM, Jacob; GRIMM, Wilhelm (eds.). Deutsche Sagen. Berlin: Nicolaische Buchhandlung, 1816. Disponível em: https://www.gutenberg.org/ebooks/76558.
KING GOLDEMAR. FFXIclopedia. Fandom, [s. d.].
KING GOLDEMAR. Final Fantasy XIV Online Wiki. [S. l.], 2026.
KLABAUTERMANN. One Piece Wiki. Fandom, [s. d.].
KLABAUTERMANN. Wikipedia: The Free Encyclopedia. [S. l.], [s. d.].
KOBOLD. Encyclopaedia Britannica. [S. l.], [s. d.].
KOBOLD: German Folklore’s House and Mine Spirit. Gods and Monsters. [S. l.], [s. d.].
KOBOLD. Wikipedia: The Free Encyclopedia. [S. l.], [s. d.].
LIST OF BESTIARY. Record of Lodoss War Wiki. Fandom, [s. d.].
MOORE, Roger E. Tucker’s kobolds. [S. l.]: Wizards of the Coast, [s. d.]. Disponível em: https://media.wizards.com/2014/downloads/dnd/TuckersKobolds.pdf.
TEMME, Jodocus Deodatus Hubertus (ed.). 253. Der Kalfater oder Klabatermann. In: Die Volkssagen von Pommern und Rügen. Berlin: Nicolai, 1840.
THORPE, Benjamin. Northern mythology, comparing the principal popular traditions and superstitions of Scandinavia, North Germany, and the Netherlands. Vol. III. London: Edward Lumley, 1852.
Créditos da imagem destacada: Ilustração de Carlos Castilho, em Itch.io.

